Anita Malfatti , com sua exposio individual  de pintura em 1917, d os primeiros sinais da Semana de Arte Moderna de 1922. 

A polmica em torno do acontecimento ficou marcada na crtica de Monteiro Lobato no artigo Parania ou Mistificao, em que ele condena as influncias do cubismo e futurismo , tendncias em voga na Europa. 

Sob influncia inicial do expressionismo alemo, Malfatti se ope  tendncia neoclssica da arte brasileira do incio do sculo XX. Procura inspirao , tambm, no primitivismo do mundo rural brasileiro. 

Segundo Annateresa Fabris, curadora do segundo mdulo da Bienal Brasil Sculo 20, a modernidade adotada por So Paulo no foi a de Anita, mas a de Victor Brecheret,  que interligava referncias do passado com a tradio da escultura. O senso comum dos paulistanos no se chocava com a  esttica de Brecheret, menos destrutiva  e mais voltada para  temas  nacionais. 

A crtica se mostra empenhada em  valorizar a elaborao de um discurso nacional,  que priorizasse a brasilidade temtica mais do que tudo. Mrio de Andrade, por exemplo, considera Cndido Portinari o modelo do artista nacional, por esse motivo. Tal prisma impediu a avaliao de caractersticas importantes nas obras de outros artistas da poca. 

A partir de 1930, segundo Aguilar, curador da Fundao Bienal, a nossa arte entra num figurativismo cada vez mais dogmtico. A moda acaba levando alguns artistas a abandonarem outros vos e a se enquadrarem. 

Outro curador do segundo mdulo, Tadeu Chiarelli , se preocupou em mostrar os efeitos redutores  desse enquadramento para a avaliao da obra de certos artistas. 

